Conheça os principais suplementos alimentares disponíveis para prevenção e tratamento da Covid-19
- Kcal

- 26 de jul. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 27 de jul. de 2021
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o decorrer da pandemia, frequentemente um novo suplemento era apontado como potencial ferramenta para o tratamento do novo coronavírus. Hoje, vamos entender quais de fato possuem evidência científica para o uso e como se comportam no combate à doença.
Vitamina D
Atualmente, sabemos que a vitamina D possui diversas funções no organismo além de regular o metabolismo ósseo, sendo o sistema imunológico altamente responsivo à ação desse composto.
Basicamente, as células do sistema imune possuem receptores próprios para a vitamina D, e quando ela se liga a eles, ocorre um aumento na atividade dessas células (macrófagos, monócitos, células dendríticas e células T). Ou seja, a vitamina D contribui para o fortalecimento do sistema imunológico frente a um agente nocivo.

Com relação a Covid-19, os estudos mostram que a vitamina D possui um amplo papel preventivo da doença, e não terapêutico. Logo, deve-se ficar alerta quanto a possível deficiência nos pacientes, corrigindo-a para acima de 40 ng/mL.
Probióticos e prebióticos
Sabe-se que a microbiota está diretamente ligada à imunidade e a Covid-19. Neste cenário, a utilização dos probióticos pode ser uma boa alternativa para a promoção de uma flora intestinal saudável. Além da contribuição para a microbiota intestinal, os probióticos também interagem diretamente com as células do sistema imunológico e as vias de sinalização, que vão culminar na proliferação dessas células, contribuindo para uma melhor resposta imunológica frente ao vírus.
Dentre as diversas cepas probióticas, recomenda-se a administração da L. case, L. gasseri, B. longum, B. bifidum, L. rhamnosus, L. plantarum, B. breve, Pediococcus pentosaceus e Leuconostoc mesenteroides, para o manejo da Covid-19.
Sabendo que os prebióticos servem de substrato para os probióticos, vale ressaltar que a adequação de consumo desses compostos deve ser realizada, seja através da alimentação ou da suplementação.
Beta-glucana
A beta-glucana é um tipo de fibra que, assim como os probióticos e a vitamina D, ao se conectar aos receptores, aumenta a proliferação das células do sistema imune e a capacidade fagocitária das mesmas.
Ômega 3
Com a contaminação pelo novo coronavírus, o organismo desencadeia a liberação de uma tempestade de citocinas pró-inflamatórias, que acaba prejudicando a resposta imunológica.
A suplementação de ômega 3 pode bloquear a cascata de produção dessas citocinas, reduzindo a concentração sanguínea de IL-6, TNF-alfa, IL-8 e IL-10. Dessa forma, através da redução desses componentes, diminui-se a imunossupressão.
N-Acetilcisteína (NAC)
Com uma ampla capacidade de produção de glutationa, o consumo de NAC demonstrou aumentar a atividade antioxidante das enzimas de defesa.
Nutracêuticos e compostos bioativos
Para finalizar, inúmeros compostos demonstraram efeitos positivos no manejo da Covid-19, seja pela alta capacidade anti-inflamatória, antioxidante, ligação direta a células de defesa ou mesmo, através da modulação da microbiota intestinal.
Dentre estes destaca-se o própolis verde, curcumina, alho, resveratrol, quercetina, ácido lipóico, spirulina e glucosamina.
Se este post do nosso Blog te ajudou e você quer aprofundar ainda mais o seu estudo, não deixe de conferir as nossas referências bibliográficas abaixo.
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